Meu nome é Marcelo Morita: tenho
anos, sou técnico em informática e moro na cidade de São Paulo.
Tenho EM diagnosticada desde os meus 21 anos, mas já estava passando pelo menos 1 ano inteiro sentindo:
- tontura;
- um formigamento contínuo no braço esquerdo;
- e outros sintomas brandos que não me lembro agora...
Procurei diversos médicos e fiz muitos exames. Mas, pelo que isso tudo me trazia:
Eu não tinha nada!!!
DOCE ILUSÃO...
Até que, em outubro de 1998 um exame de TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA indicou
algo no lado direito do meu cérebro que merecia maiores estudos, meu médico pede então um exame de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.
Fiz o exame e dias depois levei-o ao médico.
Dr. Lélio viu os filmes, leu o laudo do
exame, levantou meu histórico, pediu um exame de LIQUOR da coluna
espinhal e quando saiu o resultado diagnosticou que minha doença era
Esclerose Múltipla e me explicou toda a doença:
- ataca a bainha de mielina que envolve os neurônios no sistema nervoso;
- pode ser progressiva na maioria dos casos;
- não tem causa definida;
- por enquanto não tem cura;
- apenas tratamentos para reduzir a açao da doença no organismo;
- não é transmissível;
- e que provavelmente não iria morrer por causa dela.(é raro, que isso ocorra)
Atualmente, uso bengala para caminhar fora de casa mas, ainda tenho inúmeros planos de vida, alguns reformulados outros novos.
O que venho buscando desde o diagnóstico de EM, é adaptar a minha vida
aos limites que a EM impõe, passando por algumas dificuldades, mas
conseguindo atingir os meus objetivos: às vezes sozinho, com a ajuda de
familiares e/ou amigos.
Apoio é fundamental.
Jornal da Paulista janeiro de 2002 - UNIFESP / ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA
Entrevista
feita com Marcelo Morita e Marisa Bento, dois portadores de EM, mostra
o que a neuropsicóloga Vivian Maria Andrade diz - "A esclerose múltipla
não impede a pessoa de gerir sua vida." Portador de Esclerose Múltipla
realiza tarefas diárias.