Sociedade dos Portadores de Esclerose Múltipla | Brasil
ESCLEROSE MÚLTIPLA - EM
Ainda não existe causa definida para a EM e provávelmente por isso não há cura.
Essa
doença, EM, é considerada pela medicina muito polimórfa, visto que não
existe um padrão contínuo no desenvolvimento da doença e seus sintomas
nos portadores: cada caso, é um caso.
O que geralmente ocorre
é o desenvolvimento de determinado sintoma ou incapacidade num grupo e
em outros portadores os sintomas não apareçam.
Veja no resumo abaixo o que é mais aceito na medicina atual e
apesar de ainda não se saber o que causa a doença, se sabe que na EM:
- É
uma doença auto-imune, onde: o sistema imunológico do indivíduo agride
a bainha de mielina, a camada que reveste os neurônios do sistema
nervoso central, do próprio em diversos/múltiplos locais aleatórios;
- Por
isso, a doença além de auto-imune é neurológica e crônica(não tem
cura). O que causa essa auto-agressão do organismo, ainda é
desconhecido.
A hipótese mais aceita, segundo pesquisas a doença é: Causada
por uma suceptibilidade genética do indivíduo mas, só é iniciada após
um evento ainda indeterminado em sua vida. Há várias hipóteses, como: o
estresse, o clima, a alimentação, um vírus, bactéria e muitos outros;
- No século XIX começa o estudo médico na doença, que estaria ligada à eventos estressantes;
- Somente em 1878 o francês Jean Charcot faz o diagnóstico efetivo da doença e estabelece sua definição clínica, como:
uma
lesão no sistema nervoso central que provoca uma série de
surtos(pioras), podendo causar: falta de coordenação nos braços e
pernas, hesitação no andar, vertigens, retenção urinária, perda de
parte da visão, audição e em menor freqüência, também pode ocorrer:
dores generalizadas, alterações das funções intelectuais e outros;
- Não
é fatal. Geralmente incide entre 20-40 anos, mas é possível, porém
raro, incidir em outra faixa etária como, entre 10-50 anos e é mais
frequente nas mulheres;
- O diagnóstico de EM nem sempre é
rápido, já que os sintomas iniciais geralmente são brandos e pouco
perceptíveis, fazendo com que as pessoas não procurem ajuda
especializada;
- Apenas exames neurológico clínico e testes
laboratorais podem confirmar a EM. Entre eles estão a pulsão lombar,
que consiste na retirada de líquor(o líquido) da coluna espinhal, a
Ressonância Magnética e outros.
Introduzida em 1981 o exame de Ressonância Magnética(RM),
permitiu atravéz de um método de imagens de alta resolução caracterizar
com clareza as placas típicas encontradas no cérebro de portadores da
doença. Esse exame é uma das ferramentas mais importantes da medicina
para localizar a EM e mesmo assim, a doença nem sempre aparecerá nesse
ou em outros exames, poderá ocorrer muita confusão no diagnóstico se o
médico não for especialista na doença. Caso apareça: "...esclerose múltipla..." em algum exame seu, procure imediatamente um NEUROLOGISTA ESPECIALIZADO NA EM.
Pois, há muita confusão no diagnóstico dessa doença feito por médicos desatualizados/despreparados;
- No
tratamento da EM o portador deve fazer exercícios programados de
fisioterapia como os que pratico na ABEM - Associação Brasileira de
Esclerose Múltipla e/ou outros respeitando o limite do portador para a
fadiga causada pela doença.
Isso tudo, pode ajudar a diminuir a freqüência e intensidade da fadiga, das crises e aliviar o endurecimento nos músculos.
Existe também remédios que retardam e aliviam a progressão da doença. Veja em: TRATAMENTOSAlguns tratamentos para a doença..
OBS. Se você não mora na cidade ou região metropolitana de São Paulo veja em APOIOInstituições filantrópicas em todo o Brasil de apoio ao portador(a) de EM.
e saiba onde encontrar mais informações e/ou tratamentos
complementares, como: fisioterapia, terapia-ocupacional e outras para a
doença.
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